Dr. Fernando Salvino

Parapsicólogo e Psicoterapeuta

ABPCM/SC - 000.060

1700: A vida de Luisa na França


O caso é um pouco confuso aparentemente. Alguns detalhes foram modificados para não expor a paciente e preservar seu anonimato. A paciente apresenta sintomas de uma melancolia crônica o qual aparece nos momentos de solidão, diante da ausência dos filhos. Vazio, medo do vazio, um vazio escuro, uma tristeza sem motivo aparente. Uma vontade potente de conhecer a França. Após um determinado tempo de psicoterapia a paciente decide fazer sua primeira viagem para a Europa. Ao deparar-se com a possibilidade de conhecer o Cemitério Francês onde fora enterrado Allan Kardec, inicia-se uma série de emoções vindas sem aparente sentido. No histório da paciente, sua casa tem decorações da França dos séculos passados, sofás e mesas, quadros. Pertencente a uma família pobre de berço, apresentou desde muito tempo traços de pessoa requintada sem nunca ter tido qualquer educação que fundamentasse tal postura e gosto. Luisa hoje estava pensando em ir para a França visitar o cemitério. Ao pensar no assunto começava a chorar um choro profundo, vindo de suas profundezas e sem entender o motivo pelo qual estava a sentir isto, sugeri investigarmos em regressão.

Em regressão, a paciente acessa sua vida na França, anos 1700, onde residia numa imensa casa requintada com jardim amplo e lago. Seus filhos desencarnaram no lago, após descuido da mãe em seus cuidados. O trauma a levou a ficar em estado de insanidade mental, passando a sofrer reclusão em sua liberdade, tendo sido presa. A paciente desencarna e a primeira coisa que faz é dirigir-se ao cemitério, ficando perambulando a procura dos dois filhos. Em determinado momento é resgatada por uma inteligência amparadora, mais lúcida, e encaminhada para tratamento e recuperação em uma espécie de local, similar a um hospital. A sua recuperação permanece ocorrendo quando no momento da regressão a equipe de amparadores inicia um tipo de cirurgia onde o chacra cardíaco da paciente é como se costurado, recuperado, para regeneração. A paciente finaliza a experiência em estado de serenidade e lucidez, ampliando a compreensão de sua vida e de seu propósito na atual existência.


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